O banho de 3 minutos de duração e o uso de lanterna para ir ao banheiro à noite, preconizados pelo presidente Hugo Chávez, não resolveram os problemas de falta de energia na Venezuela. O país continua sofrendo as consequências disto e o presidente resolveu agir contra as empresas que não estão colaborando com o racionamento de energia. Resolveu cortar o fornecimento para 80 empresas. Ficarão sem energia durante 24 horas. Até uma unidade da japonesa Sony está na lista das empresas que sofrerão corte.
O problema da Venezuela está na dependência de abastecimento energético por parte da usina de Guri, a terceira maior do mundo, cujo reservatório está em nível muito baixo, devido à falta de chuva. E a falta de chuva é atribuída ao fenômeno El Niño. O fato, no entanto, é que o país que é um dos maiores exportadores de petróleo do mundo, fazendo parte inclusive da Opep, é dependente só dessa usina. Não investiu em outras geradoras. Aliás, Chávez soube usar muito o dinheiro do petróleo para ajudar seus amigos Castro, em Cuba. A quem está pedindo ajuda agora. O que não vai resolver nada, pela falta de conhecimento sobre o tema. Quem talvez possa ajudar são os técnicos brasileiros. O Brasil já enviou uma comitiva formada por técnicos de alto nível de Furnas, Eletronorte e Itaipu. O grande problema, no entanto, é que técnico, por mais conhecimento que tenha, não faz chover. E é na chuva que Chávez tem que apostar. Sob pena de ver sua popularidade, que já baixou para 43%, cair ainda mais.