Hugo Chávez venceu as eleições legislativas Venezuela. Continuará com maioria no Parlamento. Porém, uma maioria apertada. O último balanço das urnas publicado pelo CNE dá 95 assentos ao PSUV, 61 aos opositores e 2 a outros partidos. Longe dos folgados dois terços que possuía na Assembléia que está findando seu mandato. E essa folgada vantagem ele tinha porque a oposição cometera o erro histórico de boicotar a eleição de 2005. Com isto Chávez ficou com o número necessário para aprovar todas as reformas que pretendeu implantar no país. Assim, embora muitos o chamem de ditador, o fato é que ele fez tudo dentro da lei.
Mas isto agora muda. Ele terá maioria, mas não os dois terços. Além disto, recebeu das urnas um recado forte de que há uma boa parcela da população que não compactua com o seu modo de governar. De acordo com dados do Conselho Nacional Eleitoral, os eleitores de Caracas deram mais votos às legendas da oposição, representadas pela coligação Mesa da Unidade Democrática (MUD), do que aos partidários de Hugo Chávez.
Assim, o que se espera é que Chávez deixe um pouco de lado a ajuda que tem dado aos seus comparsas bolivarianos de outros países e se concentre em tentar melhorar a situação da própria Venezuela, que tem a maior inflação da América Latina e enfrenta crise de abastecimento de energia e de gêneros de primeira necessidade.