O presidente da Venezuela Hugo Chávez quer ver o circo pegar fogo em Honduras. Disse ele, ontem, em seu programa de rádio “Alô Presidente”, que o presidente deposto Manuel Zelaya irá para algum ponto de Honduras e que as forças armadas do país estão divididas. Ao mesmo tempo, Chávez fez críticas contundentes ao presidente Barack Obama. Disse ele: “ Deixe a ambiguidade, você não nos engana com esse discursinho e esse sorriso. O senhor está sendo testado. Demonstre se está disposto a enfrentar os falcões, e se não, é melhor que saia do assunto”, disse Chávez. Disse ainda que é melhor que o império seja governado por um falcão, que se assume como tal, como era o caso de George W. Bush, do que “alguém que é e não é”, que se “apresenta como um cordeirinho, como um pacifista”.
É claro, Chávez não gosta de pacifistas. Gosta é do confronto. Por isto gostava de Bush. E na sua determinação ao confronto, ele é capaz de mandar um avião colocar Zelaya em território hondurenho. E o que isto implicaria? No fim das negociações que estão sendo intermediadas pelo presidente da Costa Rica e Prêmio Nobel da Paz Óscar Arias e na consequente eclosão de guerra civil em Honduras. Ou seja, Chávez quer passar por cima de quem está tentando resolver a situação politicamente e sem derramemento de sangue. E, em consequência, criará uma situação que tornará inevitável a confrontação entre a sociedade hondurenha, com um número imprevisível de mortos. Este é o método Chávez de agir.