A China segue sacudindo os mercados mundiais. Finalmente, depois de muita pressão por parte dos EUA, o governo de Pequim resolveu estabelecer uma correção de sua moeda frente ao dólar americano. A queixa norte-americana era de que o Yuan sub-valorizada estabelecia uma concorrência desleal com os produtos americanos no comércio mundial. Com os produtos americanos e de outros países, inclusive o Brasil, que também saudou a decisão de Pequim.
Mas, nesta quarta-feira, estabeleceu-se uma fila em Hong Kong de investidores internacionais, interessados em comprar ações do Banco Agrícola da China. Trata-se do quarto banco estatal chinês que tem parte de suas ações vendidas ao mercado. Hoje as ações foram vendidas na ex-possessão britânica que é o grande centro financeiro da Ásia e amanhã serão vendidas na China continental. O governo chinês colocou à venda 14% das ações do banco, mas espera faturar com isto 23 bilhões de dólares, o que se constituiria na maior operação do gênero na história.
Com isto, já está sendo prevista uma queda no mercado asiático, impulsionada pela venda de ações de outras empresas, para financiar investimentos no banco estatal chinês. Esta é mais uma para fazer Mao Tsé-tung revirar-se no túmulo.