O cineasta iraniano Jafar Panahi, recentemente preso em Teerã, está fazendo uma crítica contundente ao Brasil. Condenado anteontem a seis anos de prisão, o cineasta de 50 anos, diz que o Brasil privilegia as relações econômicas com o Irã em detrimento dos direitos humanos. Aliás, algo que salta aos olhos de qualquer observador. Muito embora não se saiba qual a real importância econômica que o Irã tem para o Brasil.
O cineasta, que costuma abordar em suas obras o cotidiano do Irã, já foi vencedor de vários prêmios internacionais, inclusive o “Leão de Ouro” em Veneza, em 2000 e o “Câmara de Ouro” em Cannes, em 1995. Seu mais recente filme, “O Círculo” aborda a situação da mulher no Irã. E por isto, foi preso, condenado a seis anos de prisão e a 20anos sem filmar.
Daí a sua crítica ao Brasil, que tem se omitido com relação ao que é feito para a mulher no Irã. Pois, menos mal, que a nossa presidente eleita Dilma Roussef já fez uma condenação ao voto que o Brasil deu na ONU favorável ao Irã. O que demonstra que, a partir do dia 1º de janeiro, deveremos ter mudanças nas relações entre os dois países.