O ex-presidente dos EUA Bill Clinton conseguiu um feito marcante: a libertação pela ditador da Coréia do Norte, Kim Jong-il, de duas jornalistas americanas, de ascendência asiática, que estavam detidas desde 17 de março. A coreana-americana Euna Lee e a sino-americana Laura Ling, que trabalham para o canal de TV californiano Current TV, haviam sido detidas na fronteira entre a Coréia e a China, quando realizavam matéria sobre o tráfico de mulheres norte-coreanas.
O fato tem um significado todo especial. Em primeiro lugar, pela habilidade diplomática do ex-presidente Clinton. Em segundo, pelo disposição do ditador norte-coreano ao diálogo e à prática de um ato demonstrativo de distensão entre os dois países. Ele deixa a impressão de estar querendo uma negociação direta com os Estados Unidos, para resolver questões como o seu programa nuclear. Segundo a Casa Branca, a missão de Clinton foi de caráter particular. Não estaria agindo em nome do governo Obama. No entanto, é inegável que o governo americano pode tirar proveito da mesma, para tentar aliviar as tensões com a Coréia do Norte. Tensões que aumentaram nos últimos meses, em razão dos testes com mísseis e do segundo teste nuclear, a 25 de maio, realizados pela Coréia do Norte. Ou seja, é uma tênue luz a iluminar o escuro caminho do entendimento entre as duas nações.