Embora de Hugo Chávez tudo possa se esperar, é remota a possibilidade de um conflito armado na América do Sul. No que toca à Colômbia e Equador, o que houve foi uma invasão territorial para atacar a guerrilha das Farc. Não houve uma ação com vistas a tomar um território. Assim, o Equador não tem porque agir para retomar sua área. Poderia, no máximo, fazer um ato de retaliação em território colombiano, sem qualquer resultado efetivo.
Quanto à Venezuela, trata-se de um intruso. O conflito foi entre dois vizinhos, mas Hugo Chávez resolveu deslocar suas tropas para a fronteira com a Colômbia, como se o país vizinho estivesse interessado numa invasão. Assim, não há o que tomar ou retomar numa possível guerra regional. A não ser que Equador ou Venezuela passem a acobertar outros grupos das Farc.
Além disso, a Colômbia é o país da América do Sul que está mais armado. Melhor que o Brasil, inclusive. Ocorre que o país trava uma guerra interna há mais de 40 anos contra as Farc e outros grupos guerrilheiros. Em função disto, foi se armando gradativamente. A partir da presente década, passou a receber uma substancial ajuda dos EUA, através do Plano Colômbia, que já derramou no país 4,2 bilhões de dólares. Estabeleceu-se uma forte ligação entre os governos americano e colombiano. Tanto que o presidente Bush já declarou explicitamente seu apoio a Uribe.
Com tudo isto, só se Chávez for muito louco para praticar alguma ação militar contra a Colômbia.