Chego à Colômbia para uma rápida visita a este país que tem se destacado ultimamente no cenário latino-americano por sua luta contra as Farc. E chego justo no momento em que as forças governamentais prendem o sobrinho de um dos líderes da organização narco-guerrilheira. Kenet Mackenzie Rivera Perdomo, sobrinho de Jorge Briceño Suárez, conhecido como “Macaco Jojoy”, líder das Farc, camuflava-se em Bogotá se fazendo passar por estilista no populoso bairro do sul de Bogotá, disse um porta-voz do Exército. Rivera Perdomo é acusado de fazer parte das milícias urbanas das Farc e antes esteve em vários frentes das Farc que operam nos Departamentos de Meta, Huila e Tolima. O suposto guerrilheiro tinha como missão em Bogotá antecipar seqüestros e extorquir comerciantes, além de coordenar ações para desestabilizar a ordem pública na capital.
O que dá para sentir de imediato por aqui é que a luta das forças governamentais contra as Farc está cada vez mais intensa e contanto com o apoio do povo. Ao chegar a Bogotá fiz o teste que é infalível: perguntar ao taxista sobre a situação do país. De um modo geral, te passam o que é o sentimento geral. E aqui não foi diferente, conforme pude comprovar depois conversando com muitas outras pessoas.
Hoje, a Colômbia desfruta de uma boa situação econômica, com crescimento de cerca de 6% e a grande maioria da população aprova o governo de Álvaro Uribe e sua luta contra as Farc. Tanto que há um movimento popular cada vez mais intenso pedindo que Uribe se candidate a um terceiro mandato. O grande problema no entanto, é que ele, com isto, estaria imitando o venezuelano Hugo Chávez. O que, diga-se de passagem, não é nada recomendável.