A Coréia do Norte fora arrolada pelo governo Bush, juntamente com o Irã e o Iraque, como integrante do “eixo do mal”. O Iraque foi alvo do ataque americano, o Irã está sendo alvo de ameaça constante, porém, a Coréia do Norte conseguiu seguir um rumo diferente: o da negociação. A ponto de o representante norte-coreano nas negociações, Kim Kye-gwan, lançar uma frase peremptória: “não seremos mais um país inimigo”.
As negociações com a Coréia do Norte começaram há dois, envolvendo não só os EUA, mas também a Coréia do Sul, Japão, China e Rússia. A proposta era de que abandonasse seu programa nuclear em troca de benefícios econômicos e diplomáticos. E olha, que não se trata de um programa nuclear qualquer. Segundo as investigações do governo do EUA, a Coréia do Norte tem material nuclear suficiente para fazer oito ou nove bombas atômicas, além de um programa nuclear de urânio até agora não declarado.
Por isto houve uma preocupação em outubro de 2006, quando o país se afastou do debate e testou um explosivo nuclear pela primeira vez, levantando suspeitas sobre suas reais intenções. No entanto, em fevereiro último, foi selado um novo acordo, para a admissão de inspetores estrangeiros no país. Como decorrência, em julho, foi fechado o complexo de Yongbyon, que produzia plutônio com potencial para abastecer bombas, em troca de 50 mil toneladas de combustível.
Agora, a próxima etapa determina o fechamento de todas as instalações nucleares em troca de 950 mil toneladas de combustível ou valor equaivalente em ajuda econômica. Daí a manisfestação de entusiasmo do representante norte-coreano, dizendo que o país não é mais um inimigo. E a satisfação da comunidade internacional, por ver diminuir mais um risco nuclear.