Está crescendo nos EUA o debate sobre a ajuda que os democratas estão pretendendo dar ao setor automobilístico do país. Se com relação ao setor bancário não houve contestação ao programa de ajuda, o mesmo não está acontecendo quanto às montadoras. A situação se complicou mais com a ameaça vinda da União Européia de denunciar os EUA na Organização Mundial do Comércio por protecionismo. Ou seja, uma ação que afeta duramente a competitividade.
Isto se dá, evidentemente, porque a indústria automobilística européia não está passando pelo sufoco por que passa a americana. Na Europa, apenas a Opel, que por sinal é associada da GM americana, está mal das pernas. As demais vão bem, embora as vendas tenham caído.
Mas nos EUA é diferente. Ford, GM e Chrysler estão à beira da falência. Devem horrores e as vendas despencaram. A General Motors tem advertido as autoridades americanas de que um pedido de falência provocará reação em cadeia, afetando centenas de fornecedores, intermediários e os rivais em Detroit, centro da indústria automotiva do país.
Esta situação, podemos transferir aqui para o nosso meio. Se a GM americana quebrar, irá junto a montadora que está aqui em Gravataí. O que significa ir para o saco não apenas a montadora, mas também os sistemistas que estão ali em volta e as centenas de fornecedores de peças e componentes espalhados pelos mais diversos municípios do estado.
Ou seja, temos que torcer por uma solução lá nos EUA.