Desde que Hosni Mubarack foi deposto no Egito tem surgido confrontos que envolvem a minoria cristã do país. Conflitos que eclodiram mais uma vez neste domingo, com cerca de duas dezenas de mortos. Segundo os informes, tudo começou na pequena cidade de Edfu, no sul do país, onde uma igreja cristã copta (de cristãos que não seguem o Papa Bento XVI) foi incendiada. Os cristãos do Cairo teriam ido protestar na Praça Tahrir, onde teriam sido reprimidos pela polícia.
Vê-se que este é mais um problema surgido depois da deposição de Mubarak, que governava o país com mão de ferro. Vale lembrar que durante muito tempo, nos anos 80, terroristas egípcios costumavam atacar turistas em locais históricos, como as pirâmides de Guizé, Luxor, etc. Mubarak conseguiu, tornar seguros os locais históricos, com a colocação de um forte aparato militar, para proteger o turismo, maior fonte de renda do país. Ao mesmo tempo, foi implementado o desenvolvimento das cidades às margens do mar Vermelho, na península do Sinai. O turismo se tornara seguro no Egito. Hoje isto já não acontece mais. O ditador foi derrubado, mas o país vive um período de transição, com um governo militar, que não está conseguindo manter a ordem. Vê-se que o recente confronto deu-se entre as forças de segurança e os cristãos, ou seja, o exército enfrentando o povo. Algo parecido com o que acontece na Síria. A esperança é a eleição que tem pela frente, no contexto das manifestações da Primavera Árabe.