Bem ao estilo do populismo peronista, foi realizada uma manifestação, ontem à tarde na praça de Mayo, a favor do governo de Cristina Fernández de Kircher. Em seu quarto discurso desde a eclosão da crise nocampo há vinte dias, Cristina buscou rachar o movimento dos produtores, fazendo concessões para os pequenos e acusando os grandes de estarem ganhando muito.
Todavia, Duas frases pronunciadas pela presidente no evento demonstram bem a sua falta de visão. Disse ela: “nunca vi tantos ataques a um governo eleito pelo povo”. Como se o fato de o governo ter sido eleito fosse um salvo conduto para livrá-lo de manifestações populares. Ora, quanto mais incompetente o governo, maiores os ataques. E isto é o que está acontecendo. Ou a presidenta não se dá conta de que as manifestações contra seu governo partem do setor mais produtivo do país, que é o do agro-negócio. E se estes protestam, é porque alguma coisa no governo não vai bem. E a maior prova de que não vai bem é o apoio que este chamado protesto do campo está recebendo do pessoal da cidade. Em sua, são produtores e consmidores contra um governo que só quer taxar cada vez mais a produção.
E aí vem a outra frase de Cristina na manifestação de ontem em seu apoio. “Quero agradecer a aqueles que vieram defender o país”. Ou seja, ela está dervirtuando completamente os acontecimentos. Primeiro, como se protestar contra o governo correspondesse a ser contra o país. E segundo, que ela se confunde com o país.
É lógico que a manifestação de ontem a favor de Cristina foi organizada por aquela turma de pucha-sacos, que mama nas tetas do governo, através de algum cargo conseguido pelo partido. Ou seja, gente que não produz. Porque a que produz e a que consome graças ao suor do seu trabalho, estas estão contra o governo e exercem o democrático direito de protestar.