Cristina Kirchner está em Nova York tentando convencer os investidores a colocar o seu dinheiro na Argentina. Tarefa nada fácil, tendo em vista o recente histórico do país, quando o marido de Cristina, Néstor Kirchner, quando estava no governo, aplicou o calote nos credores internacionais. Tamanha a rejeição à presença de Cristina em Nova York que a entidade que reúne os credores do país se posicionou contra a honraria que a Nasdaq pretendia dar a ela de abrir o pregão do dia.
O fato é que o calote aplicado por Kirchner não poderia passar impune. No ano passado, por exemplo, a Argentina recebeu um terço do que o Chile recebeu em termos em investimentos internacionais e apenas 25% do recebeu o México e 18% do que recebeu o Brasil.
E, além de aplicar o calote nos credores, o governo de Cristina comprou uma briga interna com o setor agro-pecuário, que é o principal responsável pelo crescimento que o país teve, depois da crise de 2001.
Com este currículo, fica difícil para Cristina tentar mudar o quadro de seu país.