O resultado das primárias de ontem do Partido Democrata serviram apenas para protelar ainda mais a definição sobre o candidato para concorrer às eleições presidenciais norte-americanas de novembro. As primárias de Indiana e da Carolina do Norte mostraram o que tem sido uma constante: vitória de Barack Obama em um estado, vitória de Hilary Clinton em outro. Ou seja, a definição vai sendo sempre empurrada para a frente. E quem está ganhando com isto? O opositor, John McCain, do Partido Republicano.
O pior para os democratas é que o cenário eleitoral americano há muito que não estava tão favorável para o partido como está agora. George Bush é o presidente mais impopular da história moderna dos EUA. Seu índice de desaprovação está em 71%, maior até do que de Richard Nixon pouco antes de ser obrigado a renunciar por causa do caso Watergate. Este recorde negativo de Bush é explicado pelo fracasso e mentira da guerra no Iraque e pelo afundamento da economia do país.
O fracasso do governo Bush se constitui num combustível altamente incandescente para ser jogado sobre o candidato republicano. Isto, porém, não está sendo aproveitado, porque os candidatos democratas estão preocupados em se acusar mutuamente. Com isto, em decorrência, estão colocando fora uma eleição que estava ganha.