Barack Obama foi escolhido a personalidade do ano pela revista Time. Mais um destaque para este jovem político, que nem assumiu ainda o governo dos EUA, quando deverá se tornar o primeiro negro a ocupar a Casa Branca. A justificativa feita pela Time para conceder a honraria a Obama vem carregada de responsabilidades: “pela segurança na hora de acenar com um futuro ambicioso neste período sombrio”.
Obama surge como a esperança. Não só dos EUA, mas do mundo. Afinal, as ações do seu antecessor George Bush se refletem pelo mundo todo. Para não me estender, cito apenas três dessas ações: a recusa ao Protocolo de Kyoto, para redução das emissões de gases poluentes, a crise financeira, que começou nos EUA mas que agora é mundial, e a guerra no Iraque, que se estende pelo Oriente Médio e teve conseqüências na Europa, com os atentados aos metrôs de Londres e de Madri. Atentados estes praticados pela Al Qaeda que, como Bush reconheceu ontem, não estava no Iraque quando ele deflagrou a guerra.
Isto é um pouco da herança que Bush deixa para Obama. Administrar estas questões será fundamental para o futuro presidente. Ele não pode falhar. Bush foi a decepção. Obama é a esperança. Afinal, volto a ressaltar, como disse a Time, sua eleição se deu “pela segurança na hora de acenar com um futuro ambicioso neste período sombrio”.