Esta uma semana passada nos EUA permitiu algumas observações sobre a situação econômica do país, assim como os usos e costumes da população. Todos fatores que, de um jeito ou outro, acabam estabelecendo comparações conosco. Um detalhe interessante é que em todo que lugar que se chega, há sempre uma manifestação de uma certa euforia quando se diz que é brasileiro. E o Brasil já não é mais saudado apenas como o país do futebol e do carnaval, mas como o integrante do Bric, que tem uma economia em crescimento e que está conseguindo resgatar da pobreza um contingente significativo de sua população. Ou seja, é um novo momento que vivemos no cenário internacional e há o recnhecimento disto. Isto é muito bom. Mas também é importante a gente ver o que tem de bom para tentar aprimorar o que não fazemos bem. Neste aspecto, enfatizei durante toda a semana e volto a ressaltar, despontam as questões do trânsito. E isto vai desde as rodovias e os meios de transporte, até o comportamento de motoristas e de pedestres. Nestes aspectos temos ainda muito que evoluir. E tudo passa por uma questão fundamental, educação. Passa igualmente por investimentos governamentais, mas passa também por nós, cidadãos. Tudo é uma questão de cidadania. Conforme me disse o leitor Joel Segalla Robinson, em e-mail que enviou, “a diferença fundamental entre os EUA e Europa em confronto com o Brasil é que lá o Estado esta a serviço do Cidadão, enquanto que aqui o Cidadão esta a serviço do Estado. Quando o americano tem um problema eles se reunem e tomam uma atitude, enquanto nós só reclamamos que o governo não faz nada…” E eu poderia acrescentar ainda: e elegemos Tiririca.
Nestes cinco dias, tive oportunidade de sentir de perto um pouco mais os usos e costumes dos americanos e, ao mesmo tempo, acompanhar o encontro dos presidentes das atuais duas maiores potências mundiais. Encontro que, diga-se de passagem, é fundamental para a economia mundial e que estarei abordando com maiores detalhes no artigo de amanhã. Pude assistir também as manifestações contra o presidente da China, feita por chineses que moram por aqui. Protestavam contra a falta de democracia e o desrespeito aos direitos humanos. Já os taiwaneses e tibetanos pediam para a China tirar sua mão pesada de cima de seus países. Estes protestos se constituem, logicamente, em algo impensável na China.