O ditador da Síria Bashar al Assad acaba de cometer mais uma atrocidade contra o seu povo. Atacou a cidade litorânea de Latakia por terra e por mar. Mandou mais de 20 tanques para a cidade, que atacaram a população por terra, enquanto que navios de guerra bombardeavam desde o litoral. Evidente que o número de civis mortos é elevado, segundo dados do Observatório Sírio de Direitos Humanos, OSDH. O absurdo da situação é o governante estar bombardeando o seu próprio povo, como se fosse uma guerra contra um país inimigo. E o pior é ninguém fará nada de mais efetivo para mudar a situação.
O Brasil, contrariado com o fato de os Estados Unidos defenderem uma ação mais forte contra Assad, resolveu fazer uma mediação, juntamente com Índia e África do Sul. Os mediadores caíram no ridículo de emitir um texto onde o grupo “manifesta grande preocupação com a situação da Síria e condena a violência de todas as partes. Ora, a violência no país é a do regime que está há 40 anos no poder, governando com mão de ferro. A oposição, o que tem feito, é se manifestar contra a opressão. E por isto tem levado bala. A Turquia, que é um país de predominância muçulmana como a Síria e que, por isto, poderia levar a situação de forma mais condescendente, fez uma cobrança firme pelo fim da violência.
No entanto, como já disse, dificilmente a situação irá mudar no país, porque, tanto Estados Unidos como seu aliado Israel, temem que uma mudança poderá trazer um islâmico radical, estilo Irã, com o que a situação geopolítica da região poderia se desequilibrar. Então, só resta aos sírios se subjugar ao massacre, sem esperança de auxílio externo.