Enquanto quebra o pau entre os palestinos na Faixa de Gaza e, como tal, eles ficam cada vez mais distantes de um acordo com Israel, convém lembrar duas figuras que foram destaque esta semana no noticiário israelense. Uma delas é Shimon Peres, que aos 83 anos e com muita vitalidade ainda, foi eleito para a presidência de Israel. Peres já foi primeiro-ministro e chanceler. Nesse último cargo foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz, em 1983, juntamente com o então primeiro-ministro Yitzhak Rabin e o presidente da Autoridade Nacional Palestina Yasser Arafat. Prêmio concedido em decorrência de uma acordo entre israelenses e palestinos, assinado naquele ano
O outro personagem, é Ehud Barak, que foi eleito presidente do Partido Trabalhista. Com isto, Barak se habilita a voltar à chefia do governo se o seu partido for o vitorioso nas próximas eleições. Barak foi uma figura marcante da política israelense na década de 90. Impulsionado o processo de paz defendido pelo acordo de 1993, do qual Peres participara e que fora mediado pelo então presidente dos EUA Bill Clinton Barak conseguiu grandes avanços nas negociações com o então presidente da Autoridade Nacional Palestina, Yasser Arafat. Nunca o processo de paz entre israelenses e palestinos avançou tanto como naquela ocasião. Os palestinos já haviam conquistado a autonomia sobre diversas cidades da Cisjordânia e se negociava até a entrega para eles da parte oriental de Jerusalém, desde que isto significasse o reconhecimento mútuo e a convivência pacífica.
Mas, o que aconteceu foi que Arafat quis ir longe demais. Forçou muito e a corda arrebentou. Barak passou a ser criticado pelos radicais pelas concessões que estava fazendo. Nesse meio tempo Clinton deixou o governo americano e assumiu o radical George Bush. Barak não suportou as pressões e seu governo acabou caindo.
De lá para cá, só o que se teve foi o aumento do radicalismo. E esse caos que hoje domina os palestinos.