O governo do Iraque acaba de dar um passo importante para facilitar a colocação em prática de um dos planos de política externa do futuro presidente americano Barack Obama. Isto se deu ao aprovar o plano que prevê a retirada dos soldados americanos do Iraque até o fim de 2011. Obama já manifestou que quer acelerar a saída do Iraque, para poder deslocar as tropas para a fronteira do Afeganistão com o Paquistão, que é onde concentra-se o terror. E de fato, é ali que estão Bin Laden e os milicianos da Al Qaeda e do Talibã. É dali que eles espalham suas ações, que ameaçam derrubar o governo afegão e não dão estabilidade para o governo iraquiano.
Para os EUA poderem retirar a maior parte dos 150 mil soldados que têm hoje no Iraque, é necessário que as forças iraquianas assumam o controle das diversas províncias do país. Hoje, elas estão no comando de cinco das 18 províncias. Há, portanto, na teoria, um período máximo de dois anos para essa transferência. Mas isto terá que se dar antes, para que possa haver uma ação maior no Afeganistão. Sob pena de os terroristas inviabilizarem essa transição.