A guerra ao terror não é mais o principal foco da política externa norte-americana. Isto é o que resulta da chamada Estratégia de Segurança Nacional do governo Barack Obama, que está sendo divulgada. Segundo o documento, os EUA vão tratar de manter a sua liderança no mundo, porém com base na cooperação global, no desenvolvimento de parcerias de segurança mais abrangentes e no auxílio para que outras nações possam se defender sozinhas. Fica clara na nova estratégia a determinação do governo americano de se livrar das guerras do Afeganistão e do Iraque, onde o país está envolvido há quase uma década. Diz o documento de 52 páginas que “uma América endurecida pela guerra e disciplinada por uma crise econômica devastadora, não pode manter combates tão extensos”. Não fala em guerra ao terror, mas se refere à necessidade de manter a luta contra a Al Qaeda, vista como o principal inimigo. Para isto, haverá investimento em espionagem. Neste caso, o governo americano segue o exemplo de Israel, que usa agentes secretos para eliminar lideranças inimigas em qualquer parte do mundo. Em mais uma estratégia que difere da era Bush, a nova ação estabelece que a guerra deve ser o último recurso, sendo travada somente depois que a diplomacia for exaurida.
Porém, a preocupação mais significativa de Obama é com a “saúde econômica dos EUA”, que assume caráter de elemento de segurança nacional. Para isto é contemplada a criação de uma “nova fundação” para o futuro econômico, por meio da redução do déficit público e de um sistema de saúde remodelado, entre outras iniciativas.