Para tentar minimizar os ataques suicidas, como o de ontem ao Parlamento do Iraque, os EUA traçaram um novo plano que visa isolar áreas de Bagdá. A intenção é isolar grandes áreas, fechando bairros inteiros com barricadas e permitindo a entrada apenas de iraquianos com cartões de identidade novos. A criação das “comunidades cercadas” envolverá 30 dos 89 distritos oficiais da capital.
Os EUA querem colocar cinco brigadas mecanizadas, com cerca de 40 mil homens, ao sul e ao leste da cidade, sendo que pelo menos três delas posicionadas entre a capital do Iraque e a fronteira com o Irã. Isto significa um contingente militar forte perto do Irã, para a eventualidade de um ataque americano ou israelense às instalações nucleares iranianas.
A ênfase inicial do plano será garantir a segurança em mercados e em áreas xiitas. Assim, só os portadores das novas identidades poderão entrar nos distritos cercados. O objetivo é, com a ajuda das forças de segurança iraquianas e com a construção de novas bases nesses 30 distritos, desmobilizar as milícias insurgentes.
O sucesso do plano, no entanto, não é tão simples assim. Os insurgentes não são de fora. Eles são da própria comunidade. E, como tal, podem estar com as novas identidades. E o que é pior. Pelo que a ONU revelou, até crianças estão sendo utilizadas para transportar os explosivos. Além disto, a experiência de comunidade cercadas já foi testada e não deu certo em duas guerras importantes: pelos EUA na guerra do Vietnã e pela França contra a insurgência na Argélia.
Enfim, será preciso aguardar para ver o resultado em bagdá.