Quem diria, os Estados Unidos se tornaram alvo de crítica do FMI. O fundo atacou a “falta de credibilidade” norte-americana para controlar o déficit público. E ainda por cima afirmou que o país está atrapalhando a consolidação fiscal das economias avançadas. O fundo alerta que o déficit público americano pode chegar a 10,8%, o que é um risco para nova crise global. Em meio à divulgação do relatório do FMI, o presidente Barack Obama afirmou em discurso que planeja reduzir o deficit americano em US$ 4 trilhões nos próximos 12 anos.
A proposta do partido Republicano era de promover um corte de gastos do mesmo tamanho, mas em 10 anos. Obama citou que a redução do deficit será feito com um corte de US$ 2 trilhões das despesas do Orçamento. E com a meta de reduzir em US$ 1 trilhão o pagamento de juros da dívida e o corte de US$ 1 trilhão em benefícios fiscais, principalmente para milionários e bilionários, em uma reforma do sistema de impostos.
Segundo o secretário da Defesa Robert Gates, este corte irá atingir diretamente o setor de defesa, com o país tendo que abandonar algumas missões e reduzir seus contingentes. Bem, em 10 anos, somente nas guerras do Iraque e do Afeganistão os EUA gastaram US$ 1 trilhão. E o que conseguiram até agora naqueles países? Nada. Então, se conseguirem sair de lá já estarão dando um importante passo para o cumprimento da meta traçada por Obama. O problema, logicamente, é sair.