Quatro dias depois de o presidente Barack Obama ter apresentado o seu plano de ação para o Afeganistão, está começando hoje, em Haia, na Holanda, uma conferência para discutir a situação daquele convulcionado país da Ásia. Participam do encontro mais de 90 países, inclusive o Irã, que atendeu o convite do presidente americano.
A conferência será aberta pelo secretário-geral do ONU Ban Ki moon e terá a participação da secretária de Estado Hilary Clinton e do negociador americano para a região Richard Hallbroocke. O objetivo é conseguir recursos para a nova etapa a ser desenvolvida e que visa dar sustentabilidade para o governo e derrotar a guerrilha da Al Qaeda. A expectativa é de conseguir também a a adesão do Japão e dos países do Golfo Pérsico, para juntar os 2 bilhões de dólares que serão necessários para manter as forças armadas em território afegão por um período de cinco anos.
Apesar da presença, o Irã diverge da estratégia. Entende que não deve haver intervenção estrangeira e que a situação tem que ser resolvida no âmbito interno do país. Bem, neste caso, seria o mesmo que entregar o país aos grupos terroristas, retrocedendo ao período de trevas que foi o governo do Talibã. É para evitar este retrocesso e o fortalecimento do terror na região que o Ocidente está agindo.