O presidente americano Barack Obama marcou a sua estreia ontem no cenário internacional com duas reuniões, em Londres, com os presidente da Rússia, Dmitri Medvedev e da China Hu Jintao. Com o líder russo aparou arestas do tempo do incompetente e radical George Bush, deixando acertado algo que toda a humanidade deve saudar: uma redução no número de ogivas nucleares dos dois países. Obama e Medvedev saíram do clima de confrontação, que predominou durante o governo Bush, para o de cooperação.
Cooperação também foi o termo empregado no encontro com o dirigente chinês. Os dois países se comprometeram a fazer com a política internacional passe a fazer parte de sua pauta, além da economia. Isto porque, além do enorme comércio que mantém com a China, Obama quer ter o país a seu lado para tentar resolver os problemas da Coréia do Norte e do Afeganistão.
Enfim, foram dois encontros que não tiveram nada de mais significativo, mas que ratificaram a disposição ao diálogo que tem caracterizado Obama. Hoje, o presidente americano encara a reunião do G-20. Terá uma parada dura pela frente. O presidente francês Nicolas Sarkozy já ameaçou até deixar a conferência caso não haja um acordo para regulamentar o sistema financeiro e erradicar os paraísos fiscais. Essa posição, que é compartilhada pela Alemanha, é rejeitada por EUA e Grã-Bretanha, que querem o reforço dos pacotes de estímulo à atividade econômica como alternativa para superar a turbulência. Ou seja, hoje é que começam os desafios maiores para Obama.