Os EUA apelaram nesta segunda-feira à China para que exerça o seu papel de liderança sobre a Coréia do Norte, o que pressupõe dar um para-te quieto no regime comunista mais fechado do mundo. Fechado mas ativo, a ponto de ter bombardeado uma ilha sul-coreano, matando duas pessoas. Mas não tão ativo a ponto de impedir as manobras militares que EUA e Coréia do Sul realizam desde este domingo no Mar Amarelo. Manobras que despertaram temor da próprio China, pela possibilidade de haver mais uma ação bélica da Coréia do Norte, o que poderia obrigar Pequim a sair em sua defesa, com o que, se poderia ter uma conflagração envolvendo China e EUA. Algo muito difícil de acontecer, porque hoje as duas potências estão muito mais preocupadas é com os seus negócios. São os dois maiores atores do comércio mundial e a China é detentora do maior volume de títulos da dívida pública americana.
Mas, de qualquer forma, os EUA querem que, pelo menos no âmbito da ONU, seja feita alguma advertência à Coréia do Norte. Até porque, de acordo com a embaixadora americana no ONU, Susan Rice, as atividades observadas pelo cientista norte-americano Siegfried Hecker no complexo nuclear norte-coreano de Yongbyon são “violações claras” das sanções da ONU que proíbem Pyongyang de adquirir tecnologia nuclear. Porém, qualquer punição a Pyongyang é bem possível que esbarre no poder de veto que tem a China.