Berlim está em festa neste fim de semana. Múltiplas atividades culturais estão programas, inclusive a “Noite Européia”, em 35 discotecas e a “Noite da Beleza”, que abrirá as portas dos museus da cidade. Tudo isto para receber os 27 chefes de estado ou de governo dos países que integram a União Européia. O motivo do encontro, comemorar os 50 anos da assinatura do Tratado de Roma.
Pois esse documento que, como o nome já fiz, foi assinado na capital italiana a 23 de março de 1957, formalizou a constituição do que hoje vem a ser a União Européia. O embrião desse processo de integração fora estabelecido três anos antes por Bélgica, Holanda e Luxemburgo, o então chamado grupo Benelux, que firmara um acordo para exploração conjunta do carvão e do aço. O processo entre os três vingou, arrastando para o mesmo França, Itália e a então Alemanha Ocidental. Era a Europa dos seis, que passa a constituir a Comunidade Econômica Européia.
A partir de 1973, gradativamente, foram se incorporando outros países. O nome mudou para União Européia e hoje são 27 países que desfrutam de livre trânsito de pessoas e mercadorias, além de uma moeda comum, super valorizada. A maior parte dos novos integrantes veio do leste europeu que, desde o fim da Segunda Guerra, estava sob o tacão de Moscou. Tendo se livrado desse domínio, com a quebra da União Soviética, e vislumbrando o crescimento que experimentavam Portugal, Espanha e Grécia, os membros pobres da União, os europeus do leste trataram logo de buscar também o seu ingresso na comunidade.
Esta é hoje um pleno sucesso e exemplo para o mundo. Pena que o nosso Mercosul, ao invés de avançar num processo igual ao europeu, fica esbarrando no proselitismo de dirigentes como Hugo Chávez.