A semelhança do que ocorre aqui no Brasil, a França começou hoje a campanha dos candidatos com vistas ao primeiro turno das eleições presidenciais, que ocorrerão no próximo dia 22. Se houver segundo turno, o que é muito provável, acontecerá a 06 de maio.
A semelhança do que ocorre por aqui em processos eleitorais, a maior parte dos eleitores franceses ainda não sabe em quem irá votar. Há mais de 40% de indecisos. Cerca de 30% estão dispostos a votar no candidato da direita, Nicolas Sarkosy, enquanto que 22% disseram que darão seu voto para a socialista Ségolène Royal.
Estamos, portanto, diante de uma indefinição, em um país em que, até certo tempo atrás, tudo era muito definido. Este grande número de eleitores que pode flutuar da esquerda para a direita e vice-versa, se dá em função da nossa situação pela qual passa não só a França, mas toda a Europa. Com o fim da União Soviética, em 1991, acabaram-se as ideologias. Ruiu o muro de Berlim e com ele as utopias. Hoje, a França faz parte de uma Europa unificada. E assim, mais do que responder a preceitos ideológicos que algumas minorias ainda insistem em preservar, o governante tem que atender a vontade global. Depois que o euro se tornou moeda única e de que as pessoas puderam cruzar livremente de um país para o outro, para passear ou para trabalhar, a realidade passou a ser outra. E quem foi eleito sabe disto. Daí a falta de preocupação do eleitorado.