O presidente George Bush faz hoje o seu último discurso anual sobre o Estado da União. E o faz em meio a uma economia enfraquecida, a uma turbulência no mercado, à críticas acirradas quanto à guerra no Iraque e aos temores, cada vez maiores, de que a recessão atinja a maior economia do mundo. Diante desse quadro, sua aprovação caiu ainda mais, mostrando o fardo que ele representa para o vencedor das eleições primárias do seu partido, para decidir quem será o candidato dos republicanos nas eleições de novembro.
Pesquisa do Wall Street Journal e da rede de TV NBC News, mostra que a economia se tornou a principal preocupação dos cidadãos americanos, substituindo o foco do ano passado, que era a guerra no Iraque e o terrorismo. Segundo a pesquisa, quase a metade dos americanos, 46%, entende que a criação de empregos e o crescimento econômico são as suas principais escolhas, para as quais o governo deveria dar prioridade. Outra constatação da pequisa, 64% dos americanos acreditam que o país entrará em recessão no corrente ano. E a principal em termos políticos, mais do que nunca os americanos condenam as políticas econômicas de Bush e não esperam soluções nem dele, nem de seu partido. Ou seja, Bush não só ficou desacreditado, como também desacreditou o partido.
É por isto que não se pode esperar nada de mais significativo do discurso de hoje do presidente.