A guerrilha das Farc voltou a cometer atrocidades na Colômbia, assassinando quatro reféns que estavam em seu poder. Um quinto, que estava para ser executado, conseguiu escapar e ser resgatado pelo exército colombiano. O injustificável ato foi feito em represália ao ataque do exército a um acampamento das Farc. Ataques que vem sendo realizados cada vez com maior intensidade, tanto que, recentemente, foi executado o número um da organização narcoguerrilheira Adolfo Cano. Em 2007, numa ação semelhante, as Farc executaram onze deputados que estavam em seu poder. Alega a organização que esses atos se devem ao fato de o presidente Juan Manuel Santos não querer negociação. O problema é que há um histórico de presidentes colombianos que tentaram negociar e sempre foram enrolados pelas Farc. Caso mais significativo o de César Gavíria. Só perdeu prestígio e poder. Por isto, o seu sucessor Alvaro Uribe não quis saber de negociação. Partiu para ação de força, que comandada justamente por Juan Manuel Santos, então como ministro da Defesa. E foi pelo sucesso desta luta que Santos se elegeu presidente. E, como tal, está apenas dando sequência à sua política. Enfraquecidas e desacreditadas, as Farc apelam para o vil assassinato de suas vítimas.