Quando o exército colombiano desencadeou a ação de 1º de março, em território equatoriano, contra o líder das Farc Raúl Reyes, além dos guerrilheiros, morreram também cinco estudantes mexicanos. O fato despertou curiosidade. O que estudantes estariam fazendo junto com guerrilheiros, em plena selva equatoriana? Pois agora fica-se sabendo pelo serviço de inteligência da Colômbia, que esta presença fazia parte da estratégia que as Farc vem desenvolvendo, que consiste em cooptar estudantes para o seu movimento. Ação que é desenvolvida não só internamente na Colômbia, mas também em outros países, onde se incluiria o Brasil.
De acordo com a Folha de S. Paulo, a diretora do Departamento Administrativo de Segurança, María del Pilar Hurtado, informou hoje a jornalistas que o Movimento Bolivariano Juvenil das Farc era o encarregado da tarefa de infiltrar “agentes” nas universidades no exterior. O plano seria liderado pelo chefe rebelde “Ivan Márquez”, apelido de Luciano Marín Arango. “O trabalho de infiltração faz parte da plataforma estratégica das Farc dentro da qual se trabalham dois pontos específicos: a infiltração do movimento estudantil voltado ao exterior e a orientada à Colômbia”, afirmou Hurtado.
Ela explicou que o objetivo da infiltração dos rebeldes em universidades da Colômbia e do exterior é demonstrar seu trabalho político e divulgar as idéias das Farc entre os jovens. “Prova disso são os estudantes que foram achados em acampamentos guerrilheiros ou que as Farc reúnem nesses centros estudantis no exterior”, disse em referência à presença de vários jovens mexicanos em um acampamento das Farc no Equador.
Como se vê, a ação nefasta das Farc consegue atingir também jovens de mentes despreparadas, o que presupõe cuidados por aqui.