As Farc, Forças Armadas Revolucionárias Colombianas, devem libertar nos próximos dias seis reféns que mantém em seu poder. São eles, o ex-governador do departamento de Meta, Alan Jara, que está em cativeiro desde 2001, o ex-deputado Sigifredo López, seqüestrado em 2002, e mais três policiais e um militar, cujos nomes não foram divulgados.
A libertação, que foi anunciada no domingo pela agência de notícias Nova Colômbia, que é ligada ao grupo rebelde, não tem uma contrapartida. Foi uma decisão unilateral de uma uma organização que está debilitada por deserções, por mortes de seus líderes principais e por ações militares bem sucedidas do governo colombiano, como a que resgatou Ingrid Betancourt.
Como a libertação pode ocorrer a qualquer momento, o governo colombiano está tomando as providências para evitar a ingerência externa, especialmente de Hugo Chávez. Embora a senadora colombiana de oposição Piedad Córdoba esteja fazendo força para, mais uma vez, colocar Chávez na parada. No entanto, o presidente Álvaro Uribe foi muito claro. Disse que só admitirá a intermediação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. No que, diga-se de passagem, está absolutamente certo.