O jornal Financial Times de hoje está publicando um artigo que estabelece uma comparação entre o Brasil e o México, conforme me alerta o meu filho Fabio, que está atualmente em Liverpool, desenvolvendo o seu trabalho de Mestrado. O jornal britânico está fazendo uma pergunta: porque o Brasil faz parte do Bric e o México não. Vale lembrar que o Bric, composto por Brasil, Rússia, India e China, se constituiu no grupo apontado como as fortes economias em desenvolvimento e futuros integrantes dos primeiros postos no cenário econômico mundial. Para o Brasil há a indicação de que até 2020 será a quinta economia do mundo.
O autor do artigo, Gideon Rachman, diz que o México tem algumas travas que impedem a sua colocação em igualdade com os quatro integrantes do Bric. Uma delas é a máfia da drogas. Não que no Brasil não exista, mas no México é uma praga. O número de assassinatos provocados pelo narcotráfico é várias vezes superior ao do Brasil ou ao Afeganistão que está em guerra. E o jornal dá os números. Morreram no México no ano passado, em decorrência do narcotráfico 6500 pessoas, enquanto que no Afeganistão o número de civis mortos fois de 2400. Mas o jornal trata logo de estabelecer a diferença entre os dois países, o que se torna percepctível estando há apenas cinco minutos na Cidade do México, posto que a violência está concentrada em três estados do sul.
Outro aspecto citado é o monopólio presente no México, diferentemente do Brasil onde, apesar da existência de grandes corporações, há sempre múltiplas ofertas. Cita que o México é altamente dependente dos EUA, para cujo mercado vão 80% de suas exportações. Já o Brasil diversifica suas vendas. E isto foi fundamental no ano passado para aumentar a diferença entre os dois país. Com a crise nos EUA, o México teve crescimento negativo de 7%, enquanto que o Brasil, maior exportador mundial de commodities, alimentou o crescente mercado chinês e manteve o seu crescimento positivo.
E, para finalizar, e, ao mesmo tempo, para colocar o ego do presidente Lula ainda mais nas alturas, o Financial Times diz que o presidente Calderón não tem o mesmo carisma de high profile do presidente Lula.