Há exatamente dois anos, Israel desfechou um intenso bombardeio sobre a Faixa de Gaza, tendo matado certo de 1400 palestinos, sendo cerca de 300 crianças e igual número de mulheres. Treze israelenses morreram durante essa guerra, na qual a comunidade internacional, por meio de um relatório do juiz Richard Goldstone, nomeado pela ONU, acusou tanto Israel como o Hamas de terem violado o direito internacional de guerra e cometido possíveis crimes contra a humanidade. Tudo porque os palestinos do Hamas, que estão confinados em Gaza, desfechavam constantes ataques a cidades israelenses fronteiriças, utilizando foguetes rudimentares. Pois este confronto está na iminência de se repetir. Os militantes do Hamas retomaram os ataques com foguetes e o exército israelense já articula uma nova ofensiva.
Tentando evitar o pior, o grupo moderado palestino do Fatah, que vive na Cisjordânia, fez uma conclamação ao Hamas, para que aceite uma reconciliação palestina. A proposta foi expressa pelo membro do Comitê Central do Fatah, Saeb Erekat, em entrevista à rádio Voz da Palestina. No entanto, o apelo não deve encontrar eco entre o Hamas, que parece estar querendo mesmo é um outro enfrentamento. O porta-voz do grupo armado do Hamas, Abu Obeid, alertou Israel de “estar brincando com fogo”, e que seus “homens lutarão ferozmente se for iniciada uma nova guerra”. Ferozmente, eles já lutaram na outra guerra. Só que, enquanto Israel perdeu 13 soldados, os palestinos do Hamas perderam 1400 integrantes, entre militantes e civis. Ou seja, usa uma tática burra, porque não dimensiona a força do adversário.