O Fórum Econômico Mundial, de Davos, não tem este ano a preocupá-lo o contraponto do Fórum Social Mundial, já realizado aqui em Porto Alegre. A grande preocupação dos dirigentes reunidos na Suiça é com a economia da maior potência do mundo. Há a convicção de que a recessão já chegou ao mercado americano. E, por extensão a crise já contagia a Europa.
A crise americana é a típica “crônica da morte anunciada”. E esse anúncio vem sendo feito desde que George Bush assumiu e, aos poucos, foi revertendo o que era um enorme superávit em um grande déficit do governo federal. Segundo informe do Escritório de Orçamento do Congresso, que acaba deser divulgado, no ano fiscal que termina em setembro, o déficit do governo federal dos EUA subirá para 219 bilhões de dólares, com um crescimento de 34% em relação ao ano anterior. O órgão, que é de caráter técnico e é apolítico, salienta que este valor se refere apenas ao que está previsto no orçamento, pois, se forem computados gastos extraordinários, este valor pode aumentar significativamente. Como foi o caso do ano fiscal de 2007. O déficit do governo fora de 163 bilhões de dólares, porém, somadas as dotações extraordinárias para as guerras do Iraque e do Afeganistão, o montante chega a 250 bilhões de dólares.
Ou seja, além da crise imobiliária, a guerra é outro fator de peso a afundar a economia americana.