A França está em convulsão social. Hoje é dia nacional de greve e os baderneiros de plantão estão aproveitando o movimento para promover a destruição. O presidente Sarkozy diz não arredar pé de sua determinação de ver o projeto de reforma da Previdência ser aprovado ainda esta semana no Congresso.
Vale lembrar que o atual sistema, adotado em 1983, estabelece a idade mínima para aposentadoria aos 60 anos, o que é uma das menores idades de aposentadoria de toda a Europa. O projeto é passar para 62, a partir de 2018, havendo exceções para as chamadas profissões de risco. Todavia, a lei prevê ainda aumentar para 67 a idade para aposentadoria integral, com 100% dos rendimentos, além de 41 anos obrigatórios de contribuição.
O ministro do Trabalho da França Eric Woerth fez algumas ponderações consideráveis para justificar a mudança. Disse ele que de 1960 para cá os franceses ganharam 15 anos de vida. O que é verdade. Houve um aumento significativo da expectativa de vida. Ou seja, as pessoas podem, tranquilamente, ir mais longe trabalhando. Além disto, alerta o ministro, houve uma degradação do mercado de trabalho. O emprego está muito mais escasso. Soma-se ainda as baixas taxas de natalidade, o que deixa cada vez menos pessoas na ativa para gerar renda que ajude a pagar os aposentados. É uma relação matemática que precisa ser levada em conta.