Esta quarta-feira marca a posse de Rodolfo Lobo na presidência de Honduras. Vale salientar que ele foi eleito pelo voto universal em eleição realizada em 29 de novembro. Para este mesmo dia da posse, esta prevista a saída da embaixada brasileira do presidente deposto Manuel Zelaya. Deve partir para o exílio na República Dominicana e dali para o México. Também é preciso salientar que na quinta-feira passada o presidente interino Roberto Micheletti se afastou do cargo para facilitar a transição.
Com todos esses episódios tem-se um retorno de Honduras à vida democrática. E por mais que alguns países, como o Brasil, tenham contestado o processo eleitoral hondurenho, não há como negar que se deu o retorno aos preceitos institucionais. É claro que algumas coisas foram atropeladas pelo caminho. E o atropelo maior foi proporcionado pelos comandos militares, que expulsaram Zelaya do país, quando deveriam prendê-lo para ser levado a julgamento. Aliás, agora são os militares que serão levados a julgamento pelo seu ato.
O fundamental é que, a partir desta quarta-feira, 27, Honduras volta a ter um governo democraticamente eleito. O que fará com que, gradativamente, esse governo venha a ser reconhecido por toda a comunidade internacional.