O partido Kadima da chanceler Tzipi Livni conquistou a maioria das cadeiras para o parlamento de Israel. Vinte e oito, num total de 120. No entanto, isto não lhe assegura o posto de primeiro-ministro. Tudo vai depender de negociação, tendo em vista que o seu seguidor imediato, o Likud, obteve apenas uma a menos. E como era previsto, o ultradireitista Beitenu deve ficar com 15 cadeiras, tornando-se a terceira força do país e o fiel na balança de negociações com vistas a formar o novo gabinete. O outrora todo poderoso Partido Trabalhista, de centro-esquerda, ficou na quarta colocação, com apenas 13 cadeiras. E como o novo gabinete vai depender de negociação, até o ultraordoxo Shas, que obteve 11 cadeiras, tem poder de barganha.
Em suma, a eleição deixou uma série de indefinições quanto à formação do novo governo. Inclusive sobre quem será o governante. Mas, por outro lado, deixa uma certeza: Israel pende para a direita.