Índia e Paquistão estão mais uma vez em pé de guerra. Ambos os países mobilizam tropas em suas fronteiras e os EUA já pediram moderação. A disputa entre os dois países é histórica. Tem se estendido no tempo em função da disputa entre ambos pela Caxemira. Nos últimos dias, a Índia tem acusado abertamente o governo do Paquistão de cumplicidade nos ataques terroristas desfechados em Mumbai. E é inegável que os terroristas foram treinados em solo paquistanês. Todas as evidências apontam neste sentido, ainda mais após o depoimento de Mohammad Kasab, o único terrorista que sobreviveu aos ataques de Mumbai. Ele disse aos interrogadores que havia treinado durante um ano e meio em pelo menos quatro campos do Paquistão. Em um deles fora apresentado a Mohammad Hafeez Saeed, o líder do grupo terrorista Lashkar-e-Taiba. A propósito, a tradução do nome desse grupo já dá a idéia do fanatismo posto em prática. É “Exército dos Devotos”. Ou seja, daqueles idiotas que acreditam que morrendo em nome do islã Alá o recompensará com o paraíso.
De acordo com informações dos serviços de inteligência americanos, o grupo Lashkar-e-Taiba foi formado em 1989, com a ajuda do ISI, o serviço de inteligência paquistanês. E este que está sendo um dos maiores problemas para o governo de Asif Ali Zardari. Por mais que ele tente combater os grupos que operaram dentro do país, ele é sabotado pelo seu próprio serviço de inteligência. Ou seja, vai precisar de ajuda externa, leia-se EUA, para mudar a situação