Terminou de forma positiva o encontro realizado ontem em Genebra, entre os representantes do Irã e do G5+1, que é formado pelas cinco potências nucleares mais a Alemanha. O ponto positivo ficou por conta do convite que o Irã fez aos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica para visitar as instalações nucleares do país próximas à cidade sagrada de Qom. As informações foram passadas à imprensa pelo chefe da diplomacia européia Javier Solana, que foi também quem liderou a comitiva que negociou com os iranianos.
O Irã, no entanto, deixou claro que não abre mão de seu programa de enriquecimento de urânio, o que tem sido o foco das desconfianças ocidentais. Ocorre que o enriquecimento do urânio é usada para a produção de energia nuclear, como também pode, em estágio mais avançado, levar à produção de bomba atômica. O Irã argumenta que o seu objetivo é uso para fins pacíficos, ou seja, tão somente a produção de energia. O que, diga-se de passagem, tem direito como signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear. Assim como o Brasil, por exemplo, que desenvolve seu programa de Angra. O que precisa, no entanto, é o acompanhamento do programa por parte dos inspetores da AIEA. Na medida em que os iranianos acenam com a concordância desse acompanhamento, encaminha-se um entendimento que pode tirar o país do foco da desconfiança internacional. Ao mesmo tempo, alivia-se uma situação de possível conflito com os EUA.