Usando da prerrogativa que é concedida ao Brasil desde que foi criada a ONU, em 1948, o presidente Lula procede hoje a palestra de abertura da Assembléia Geral das Nações, em Nova York. No discurso do presidente, o tema não poderia ser outro, do que a crise financeira mundial. A respeito desta, Lula já fez dois pronunciamentos incisivos. Um deles, aqui no Rio Grande, quando inaugurava a plataforma P-53. E este foi de deboche aos bancos em crise, quando disse que “os palpiteiros”, que viviam dando palpite na economia brasileira, hoje estão à beira da falência e a economia brasileira está mais sólida do que nunca. O outro pronunciamento, foi de crítica ao presidente Bush, dizendo que o mesmo deveria ter tomada seis meses antes a atitude de socorrer os bancos.
Pode se acrescentar ainda a manifestação feita ontem, em Nova York, no lançamento da campanha “Brasil Sensacional”, quando cobrou dos bancos centrais do G-8 ações para que “a especulação e a jogatina não sejam prioridades de determinados setores financeiros do mundo”.
Enfim, Lula parece sentir-se muito à vontade para dar as cartas na maior assembléia do mundo.