Os presidentes Lula, do Brasil, e Cristina Kirchner, da Argentina, parecem estar à serviço do lobby da indústria automobilística. Aqui no país, Lula abriu a boca ontem contra os bancos que não estão financiando a compra de automóveis. Lula disse nesta quinta-feira que, apesar de o governo ter disponibilizado mais crédito para os bancos das montadoras, está mais difícil comprar carro no país. Lula culpou essas financeiras que, segundo ele, vem encurtando os prazos das prestações diante da crise. Segundo divulgou a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), a produção de veículos recuou 28,6% em novembro deste ano ante o mesmo período de 2007, e as vendas, 25% na mesma base de comparação, com o impacto da crise de crédito internacional.
Já a presidente da Argentina, anunciou nesta quinta-feira um plano de 3,8 bilhões de dólares, destinado a incentivar o consumo, a produção e o investimento de indústrias, pequenas e médias empresas, e o setor agropecuário para atenuar os efeitos da crise global. A presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, disse que serão destinados 900 milhões de dólares à indústria automotiva, que no mês passado enfrentou fortes quedas na produção e exportação.
Como se observa, parece que Lula e Cristina são lobistas da indústria automobilística. Mas a presidente da Argentina teve mais uma atitude. Resolveu aliviar a barra dos produtores, com os quais vem batendo de frente nos últimos tempos. A chefe de Estado também anunciou uma redução de 5 pontos percentuais nas retenções às exportações de trigo e milho, depois do duro conflito do setor rural com o governo entre março e julho deste ano, devido ao valor destes impostos.