Os presidentes Lula e Obama mais uma vez tiveram uma sintonia fina. Foi o que transpareceu do encontro do G-20, em Pittsburgh, quando convergiram em questões como energia nuclear, economia, finanças, aquecimento global, sustentabilidade, política externa, etc. A questão da energia nuclear, envolve, logicamente, o Irã. E no que toca ao país dos aiatolás, os dois presidentes parecem divergir. Afinal, Obama tem acusado o Irã de estar escondendo o seu programa nuclear, inclusive uma segunda central, enquanto que o presidente Lula, em encontro com Ahmadinejad, na ONU, defendeu o direito de aquele país ter o seu programa para fins de geração de energia, ou seja, fins pacíficos. Teoricamente, parece que há divergência de enfoque entre Obama e Lula. Mas só teoricamente. Lula está sendo incentivado por Obama para levar adiante as negociações com o iraniano. A Obama cabe fazer a pressão. O que o americano quer, na realidade, é trazer o Irã para o seu lado. Ou seja, ao invés de ter o país como uma ameaça, tê-lo como um agente que pode ajudar nas questões cruciais do Iraque e do Afeganistão.
PELO MUNDO
O Irã está operando mais uma usina nuclear além da que possui em Natanz. Em carta enviada à Agência Internacional de Energia Atômica, na última segunda-feira, o país comunicou que tem outro usina na cidade sagrada xiita de Qom, perto de Teerã. No entanto, o comunicado só foi feito depois que EUA, França e Reino Unido descobriram a usina e fizeram a acusação de sua existência.
EQUADOR/COLÔMBIA
Os governos de Equador e Colômbia anunciaram que iniciarão um diálogo para a busca da normalização de suas relações, as quais estão rompidas desde março de 2008, quando forças colombianas atacaram guerrilheiros das FARC em território equatoriano. O compromisso assumido pelos dois países é de a Colômbia não atacar mais em território equatoriano e o Equador não permitir mais o estabelecimento de guerrilheiros colombianos em seu país.
CÚPULA ESVAZIADA
Começou neste sábado na ilha Margarita a 2ª Cúpula América do Sul-África. O evento, no entanto, começou esvaziado e contrariando o Brasil. Isto porque o Marrocos mandou um representante de quarta categoria para o evento, mostrando sua indignação pelo fato de o anfitrião, o presidente Hugo Chávez, ter convidado para a reunião a Frente Polisário, que é um movimento separatista, que luta pela independência de uma área do oeste do Marrocos. Em função desse apoio de Chávez à Frente Polisário, o Marrocos já rompeu relações com a Venezuela no ano passado. Para o Brasil a presença do Marrocos seria muito importante, pois se tratado de um crescente parceiro comercial e um aliado na aproximação com o mundo árabe.