Como acontece desde 1948, quando foi constitída a ONU, coube ao Brasil abrir agora há pouco a Assembléia Geral da organização. O presidente Lula, como é de seu feito, não desperdiçou a oportunidade de ocupar esse palco extraordinário. E o fez, diga-se de passagem, com muita propriedade, baseando o seu pronunciamento na questão chave do planeta hoje que é a sua sustentabilidade.
E nesse ponto o Brasil, apesar de seus contrastes, está apresentando avanços significativos. A começar pela nova matriz energética que está desenvol vendo com base no biocombustível. E Lula enfatizou o fato de seu uso ter evitado a emissão de 664 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera. Uma chamada para os EUA, que não assinaram o Protocolo de Kyoto e seguem sendo o maior poluidor do planeta. Lula também foi feliz ao destacar que é possível aliar a produção de biocombustíveis com preservação ambiental e produção de alimentos.
E, amparado pelos dados positivos que apresentou em termos de preservação do planeta, aproveitou para colher um significativo apoio político para a pretenção brasileira de ter uma cadeira no reformulado CS da ONU. Destacou para isto a manifestação do presidente Sarkosy, que fez a defesa do ingresso do Brasil no organismo.
Enfim, Lula fez há pouco na ONU o que de melhor sabe fazer, que é discursar. Felizmente, um discurso com muito conteúdo.