Uma situação inusitada está por se estabelecer com a política externa brasileira. Senão vejamos. O ex-presidente Lula deve iniciar no mês que vem, pela Venezuela, uma turnê latino-americana. Irá não só àquele país, mas também à Nicarágua, Cuba e El Salvador. Ou seja, todos países componentes do “bloco bolivariano” de Hugo Chávez. Lula quer seguir com a “sua marca de integração”, dentro de uma ação diplomática que tem por finalidade a criação do Instituto Lula.
Assim como já ocorreu durante sua participação no Fórum Social Mundial, no Senegal, em todas essas visitas Lula terá apoio logístico do governo brasileiro. Assim, ele poderá usufruir de carros oficiais e oferecer jantares nas embaixadas brasileiras. E dentre os temas que irá tratar estão incluídos assuntos estratégicos de relação bilateral, como o eixo de integração da Venezuela com o norte do Brasil.Sem contar a difusão de seus programas sociais e a aceleração de financiamentos de obras no exterior pelo Bndes.
Bem, diante de tudo isto, é de se perguntar: e a política externa do Brasil, onde é que fica? Será a ditada pelo Itamaraty ou será esta que Lula irá conduzir? Não tenho dúvidas sobre qual irá prevalecer!