O México retomou nesta quinta-feira as atividades comerciais e estudantis, buscando, gradativamente, retornar à sua normalidade, depois do pavor causado pelo virus A/H1N1. Os números de casos e de mortes estão estabilizados no país, o que dá um novo ânimo. Mas os prejuízos são grandes. Segundo o setor de comércio da cidade do México, só nesses cinco dias de fechamento o prejuízo chega a 1,5 bilhão de dólares. Há ainda o temor de fechamento de micro e pequenas empresas.
Mas o prejuízo maior será para o setor do turismo, grande fonte de renda do país. A pergunta que se faz hoje é: quem quer ir para Cancún? Evidente, que ninguém. Países como EUA, Reino Unido, Alemanha França e Rússia recomendam que seus cidadãos evitem ter o México como destino. Só o turismo rende ao país cerca de 13 bilhões de dólares ao ano. Dinheiro este que custará a ser retomado. Destinos como Cancún, Cozumel e Los Cabos tiveram as reservas para os próximos meses canceladas. O setor aéreo, que já vinha enfrentando uma redução de 20% em decorrência da crise mundial, também se viu afetado pela epidemia de gripe.
Mas, enfim, ao voltar às aulas e ao trabalho hoje, os mexicanos tentam retomar sua vida e o presidente Calderón anunciou uma série de medidas para tentar reimpulsionar a economia do país que é a maior vítima do virus influenza.