George Mitchell, o enviado de Barack Obama e Hilary Clinton ao Oriente Médio, tem uma dura missão pela frente. Basta observar que o cessar-fogo estabelecido entre Israel e o Hamas vem sendo constantemente rompido. A aviação israelense voltou a bombardear Gaza ontem, enquanto o primeiro-ministro Ehud Olmert prometia uma “resposta desproporcional” ao Hamas. Deu a entender que pode repetir o que foi feito ao longo dos 23 dias de bombardeios a Gaza, tendo em vista que os foguetes palestinos seguem caindo em território israelense.
Esses fatos demonstram que, apesar de toda a guerra, George Mitchell se depara com a mesma situação de antes do conflito. E as perspectivas de negociação não são animadoras. No próximo dia 10 haverá eleição em Israel. O favorito para vencer é o radical ex-primeiro-ministro Benyamim Netanyahu. E se com Olmert já está difícil um acordo, com Netanyahu ficará muito mais difícil. Segundo o jornal “Haaretz”, ele disse que não manterá os compromissos assumidos por Olmert, em referência à retirada dos assentamentos na Cisjordânia – onde vivem 400 mil colonos, à divisão de Jerusalém e ao retorno às fronteiras de 1967.
Como se observa, perspectivas pouco animadoras para o negociador norte-americano.