Hosni Mubarak governa o Egito com mão de ferro desde 1981, quando o então presidente Anuar Sadat morreu num atentado perpetrado por fundamentalistas islâmicos. Sadat,havia promovido uma reversão na situação do Oriente Médio, sendo o primeiro país árabe a reconhecer o Estado de Israel, ganhando com isto o apoio dos EUA. Sadat foi morto pelos radicais islâmicos, que não aceitaram seu posicionamento.
Foi sucedido por Hosni Mubarak que, desde então, vem governando o país com mão de ferro para conter os radicais. Conseguiu, inclusive, tornar seguros os locais históricos, com a colocação de um forte aparato militar, para proteger o turismo, maior fonte de renda do país. Ao mesmo tempo, foi implementado o desenvolvimento das cidades às margens do mar Vermelho, na península do Sinai, locais que passaram ser freqüentados fortemente por israelenses. Locais que, volta e meio, continuaram a ser alvo de atentados terroristas.
O governo de Mubarak passou a sofre nos últimos do mal que atinge aqueles que querem se perpetuar no poder. O desgaste político, que se somou à crise econômica. Dois ingredientes para fomentar uma revolta.
As manifestações, que começaram na terça-feira, denominado Dia da Cólera, respondem a uma convocação que surgiu na internet, coincidindo com a queda do presidente tunisiano, Zine El Abidine Ben Alino último dia 14. O grupo opositor egípcio 6 de Abril, um dos principais promotores desses grandes protestos, pediu aos manifestantes nesta quarta-feira que mantenham os protestos até a renúncia de Mubarak. Com o que, se deduz, a violência vai coninuar no Egito.