Em Belém, a cidade onde Jesus nasceu, mais uma vez aconteceu a cerimônia de Natal. Quem chegou até a Igreja da Natividade, por exemplo, para participar da Missa do Galo, teve que cruzar, através do território de Israel, por uma zona fronteiriça tão policiada quanto eram as cercas de arame farpado que dividiam as duas Alemanhas. Guardas fronteiriços, muito bem armados, estão ali para fazer o controle.
Belém é hoje uma cidade que pertence à Cisjordânia, um território palestino, mas que está sob ocupação de Israel. Romper com esta situação é o grande objetivo dos palestinos. Tanto que resolveram entrar no Conselho de Segurança da ONU com uma ação contra as colônias israelenses estabelecidas em seu território. Ao mesmo tempo em que cresce pelo mundo, em especial pela América Latina, a manifestação de governo a favor da criação do Estado da Palestina. Primeiro foi o Brasil, que logo foi seguido de Argentina, Uruguai e Bolívia. Assim, quem sabe, no próximo ano o Natal possa ser celebrado na cidade de Belém, no Estado independente da Palestina.
Para tal, os palestinos seguirão atuando na área diplomática. O negociador-chefe da Autoridade Nacional Palestina Saeb Erekat anunciou que a entidade está ultimando um pedido a ser encaminhado ao Conselho de Segurança da ONU, para que vote uma resolução condenando os assentamentos de Israel em território palestino. Sabe-se que isto é mais uma formalidade, que pouco irá se refletir na prática. Tudo muda, porém, se a resolução tiver o voto favorável dos EUA. Historicamente, os EUA tem ficado ao lado de Israel e tem vetado qualquer resolução contra os interesses israelenses. A expectativa fica por conta do governo de Barack Obama, que se mostrou decepcionado com o governo de Benyamin Netanyahu, que não fez a mínima força para um avanço nas negociações de paz no Oriente Médio.