O acidente com o Air Bus da Air France que, possivelmente, tenha causado a morte de 231 pessoas, deixa algumas reflexões. O avião é como usina nuclear. É extremamente seguro, porém, quando acontece um acidente é uma catástrofe. Mesmo assim, é preciso considerar que o número de vítimas de acidentes aéreos é infinitamente menor do que os de acidentes de trânsito. Em um fim de semana morrem no Brasil, vítimas do trânsito, tantas pessoas quanto possam ter perecido no presente episódio.
Outra consideração: No caso das linhas aéreas, há a imensidão do oceano a enfrentar. Viaja-se várias horas sobre as águas, praticamente sem nenhum ponto de apoio para uma emergência. Quando se está sobre a terra, sempre há a possibilidade de procurar um aeroporto ou uma área plana para ou pouso de emergência.
E a terceira consideração que quero fazer é de que, na era da Tecnologia da Informação, não se admite a falta de informações sobre este acidente. Especialmente, no que toca à localização do avião quando teve o seu último contato. Isto porque não existe cobertura de radar sobre o oceano. E então ficamos diante de observações absurdas como esta de que a FAB tenta identificar a distância aproximada do desaparecimento, a partir de Recife. Sem contar a demora para uma informação concreta para os familiares da vítimas.