No momento em que atravessa a sua pior crise econômica desde que perdeu a ajuda soviética em 1991, Cuba recebeu ontem a informação de sua readmissão na OEA, a Organização dos Estados Americanos. A expulsão do organismo havia se dado em 1962, justamente por causa de sua ligação com a União Soviética. Cuba foi acusada de receber “armas de potências comunistas extracontinentais, numa referência tanto à União Soviética quanto à China.
Nos últimos tempos, Brasil, Venezuela e Panamá vinham desenvolvendo esforços em busca da reintegração cubana ao organismo regional. O assunto ganhou força nesta terça-feira com o início da Assembléia Geral da OEA em San Pedro Sula, Honduras. Foi criada uma comissão especial para analisar o tema, que nesta quarta-feira foi levado à plenário, sendo aprovado pelos chanceleres que participam da 39ª assembléia da organização. Embora a aprovação, a secretária de Estado norte-americana Hilary Clinton referendou a posição de seu país: que o regime cubano promova avanços no aumento das liberdades civis e políticas para atender aos critérios democráticos da OEA.
Aliás, a OEA foi muito benevolente para com Cuba ao não fazer qualquer exigência para retorno, pois no Mercosul, por exemplo, ela não poderia entrar, porque um dos princípios básicos para fazer parte do organismo regional é o país ter democracia plena. E o regime de partido único de Cuba está muito longe de ser democracia plena.
Com o que se deduz, saiu de graça o seu retorno à OEA.